Há determinadas atitudes que comprometem não apenas o automóvel, mas o bem-estar geral do veículo, do motorista, dos ocupantes e de toda a cidade.
Todo mundo jura que é só uma "encostadinha" e que não vai fazer mal algum.Mas faz sim, é um péssimo hábito que diminui consideravelmente a durabilidade da embreagem.
O Brasil foi o primeiro país do mundo a instituir o uso obrigatório do cinto de segurança, em 1968. Mais tarde, a lei acabou sendo revogada. Atualmente, alguns estados instituiram a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, no entanto o número de acidentes no trânsito ainda é preocupante. Cerca de 60 mil brasileiros morrem, por ano, no trânsito. Se o hábito de usar o cinto de segurança fosse mais freqüente, o número de mortes ocasionadas por acidentes no trânsito seria reduzido em 40%. Ou seja, aproximadamente 24 mil brasileiros escapariam com vida a cada ano. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramed), cerca de 60% das mortes no trânsito do país são causadas por pancadas na cabeça e as outras 40% em virtude de lesões no peito, pescoço e abdômem. Se o motorista brasileiro tivesse o hábito de utilizar sempre o cinto evitaria grande parte dessas lesões e, conseqüentemente, a morte. Estatísticas americanas mostram porque a segurança no trânsito deve ser sempre uma prioridade. Nos Estados Unidos, 1,7 milhão de pessoas morreram em acidentes de trânsito entre 1960 e 1968. Comparando esse dado com o número de mortos registrado nas guerras nas quais participaram os americanos constata-se os prejuízos. De 1775 a 1968 - um período de 193 anos, morreram 1,1 mihão soldados. O trânsito tornou-se uma batalha diária, na qual perdem-se vidas e desvalorizam-se a Justiça.
Retrovisores servem para auxiliar em manobras, mudanças de direção e visualização de veículos em ultrapassagem. Apesar de terem a mesma função, esses acessórios apresentam algumas diferenças entre si: os laterais, por exemplo, exibem os veículos em uma proporção menor que a do central. Esta distorção da imagem se deve ao ângulo da lente, e pode confundir o motorista na hora de avaliar a distância em relação ao carro que vem atrás. Além disso, os espelhos laterais têm pontos cegos (campo visual ausente), que torna oculto o veículo quando este está bem próximo de seu carro, principalmente durante a ultrapassagem. Cuidado para não ser surpreendido por outro veículo que passa ao seu lado quando decidir mudar de faixa.
Ver e ser visto é o código de segurança nas estradas. Está comprovado: manter os faróis acesos durante toda a viagem, mesmo durante o dia, ajuda na redução dos riscos de acidentes.
No inverno aumenta a incidência de neblina nas estradas, principalmente durante a madrugada e parte da manhã. Um recurso que alguns motoristas adotam é ligar o farol alto, mas isto prejudica a visibilidade dos motoristas que trafegam em sentido contrário. O correto é utilizar os faróis baixos, ou melhor, apenas os faróis de neblina (se houver).
O sono é um inimigo dos motoristas. Ele costuma ser implacável nas viagens mais longas. Para combater o sono, faça uma parada a cada duas horas. Procure caminhar enquanto descansa. Alongamentos também recuperam o ânimo. Lave o rosto e a nuca com água fria, depois tome um café para estimular o raciocínio. Boa alimentação é sempre recomendável. Compre alguns chicletes para mascar enquanto guia; eles manterão seu cérebro ocupado com o movimento das mandíbulas e evitarão que o corpo fique em repouso por inteiro.
Boa visão é outra regra fundamental nas estradas. Além de concentrar a atenção nas lanternas de freio dos veículos que vão adiante, procure olhar sempre através dos vidros dos outros carros para ver o que acontece à sua frente. Fuja da traseira de caminhões, ônibus ou furgões, que costumam obstruir completamente a visibilidade. Sempre que possível, dirija sua atenção para 500 metros ou um quilômetro adiante para ver o que acontece na pista.
Ao trafegar à noite por rodovias deve-se ficar atento aos assaltos. Quando precisar parar, faça-o em lugar seguro, como em postos de gasolina. Cuidado com pedras arremessadas de viadutos ou passarelas, ou mesmo pedras e tábuas com objetos pontiagudos colocados na pista. Se algum objeto atingir seu pára-brisa ou um pneu estourar repentinamente nessas condições, não pare o carro. Com certeza, é uma armadilha preparada por assaltantes. Continue rodando (em baixa velocidade) por alguns quilômetros até achar o posto de abastecimento ou de polícia rodoviária mais próximo.
Em viagens é comum o motorista ser surpreendido por animais na pista e ter de fazer uma manobra arriscada para não atropelá-los. As vítimas mais freqüentes são os cães, que costumam ter reações imprevisíveis ou voltar ao ponto do qual partiram. Ao avistar um cachorro no acostamento, reduza a velocidade e sinalize para os carros que vêm atrás, pois é bem provável que cruze à sua frente e você tenha que frear bruscamente. O mesmo procedimento deve ser tomado em relação a gado e cavalos. Nesse caso, passe sempre por trás do animal. Explicação: eles têm reações mais lentas e demoram para mudar de direção. Uma batida contra um cavalo pode destruir um veículo e vitimar fatalmente seus ocupantes.
Dois carros acabam de colidir alguns metros à sua frente. Feridas e tontas, as vítimas ficam dentro do carro, sem reação. Como proceder? Primeira providência: sinalize o local. Acione o pisca-alerta ou coloque galhos e triângulo de segurança junto à pista, a cerca de 100 metros de distância, para chamar a atenção dos veículos e evitar outros acidentes. Peça para algum motorista acionar - pessoalmente ou pelo celular- a polícia ou a equipe de resgate. Não tente remover as vítimas, principalmente se estiverem presas às ferragens. Tentar retirá-las do carro pode agravar ainda mais os ferimentos. Uma costela ou osso rompido pode perfurar algum outro órgão e provocar até a morte da pessoa.
Dirigir bem requer mais do que conhecimento do veículo, da via pública e das leis de trânsito. Exige, principalmente a adoção de um comportamento seguro e adequado para ocasião. A responsabilidade de quem dirige começa pelas seguintes verificações:
O trânsito precisa não só de motoristas competentes, mas também responsáveis e comprometidos com a convivência solidária e segura. Afinal, dirigir não é um ato banal. Envolve riscos que podem comprometer a vida de outras pessoas. Por isso, o condutor deve tomar todos os cuidados indispensáveis com a segurança e observar alguns pontos básicos:
Para a Pegagoga e Especialista em Trânsito Jura Dupont existem outros cuidados também importantes e que devem ser observados pelas motoristas. Ela cita como exemplo não aceitar as provocações de pessoas que circulam erradamente pelas vias. "É muito comum assistirmos a ataques de fúria, palavras de xingamento no trânsito. Situações como essas devem ser evitadas e ignoradas. Além de trazer mal-estar, provoca tumultos nas vias e deixa os motoristas tensos e irritados. Cada motorista deve fazer a sua parte para evitar acidentes", complementa Fique atento às luzes e a buzina Tem muita gente que usa a buzina de forma indiscriminada para chamar os amigos ou até festejar um acontecimento. O uso é restrito e só deve ser utilizado de forma breve, somente para alertar pedestres ou condutores. As luzes do carro devem ter sempre todas as lâmpadas funcionando e o pisca-alerta só deve ser usado em situações de emergência e com o carro imobilizado. Veja quando usar a luz alta e baixa:
Algumas situações podem interferir na segurança do trânsito, alterando as condições das ruas e estradas e, consequentemente dificultando a capacidade de visual do motorista. A chuva, por exemplo, reduz muito a visibilidade e diminui a aderência dos pneus, principalmente nas curvas e torna a pista ainda mais escorregadia. As palhetas do limpador de pára-brisas devem estar em bom estado e atenção do motorista deve ser redobrada. É muito importante manter os vidros limpos e desembaçados, reduzir a velocidade e aumentar a distância dos demais veículos. Em casos de poças ou aquaplanagem, procure tirar o pé do acelerador e diminuir a velocidade até que você tenha o domínio completo do carro. Não freie bruscamente! Se as rodas estiverem travadas no momento em que voltar o contato dos pneus com a pista, o carro poderá se desgovernar. Se a chuva for acompanhada de pequenas pedras de gelo, o granizo, procure parar o carro em um local seguro para evitar acidentes com os demais veículos. Dirigir sob neblina ou cerração exige muita experiência. Nas estradas, os trechos e horários sujeitos à neblina, podem e devem ser evitados com um planejamento de viagem. A velocidade do automóvel deve ser reduzida, mas mantendo-se em timo constante e sem acelerações ou reduções bruscas. Não use luz alta. Ela piora a visibilidade. O ideal é acender os faróis baixos, mesmo de dia. Em paradas de emergência, sinalize a pista e mantenha o pisca-alerta ligado. A fumaça provoca uma falta de visibilidade semelhante à causada pela neblina, com algumas diferenças. A fumaça ocorre geralmente de maneira bem localizada. O problema é que não sabemos o que iremos encontrar dentro dela, nem qual é a sua extensão. Por isso, devemos evitar passar pela fumaça. Se isso for inevitável, procure diminuir a velocidade do carro antes de entrar na fumaça e mantenha os vidros fechados. Não freie bruscamente. Quem está atrás de você também tem pouca visibilidade.